Gabarito Visão de Produto · v5 · haCARthon 2026 · Desafio 02

Quem assina, o que destravamos, por que vencemos

Ninguém precisa de um mapa mais novo. Precisa de uma decisão que dê pra assinar.

O Gabarito não é o herói da história — a Luana é, a analista ambiental do estado que responde com o nome e a responsabilidade dela a cada CAR que libera. O herói tem um problema; nós somos o guia. E o problema, quando a gente olha fundo, não é a base velha.

Dois leitores: o time, que sai daqui com uma história só, e a banca + órgãos do haCARthon — que precisam ver, em 3 minutos, por que mais detecção não resolve e o que resolve. Por isso a Luana está aqui dentro, na tela.
Narrativa: StoryBrand SB7 · Donald Miller Posicionamento: Obviously Awesome · April Dunford Reposição: Council 5/5 · 28 jun 2026

A virada — o que descobrimos olhando os números

“Base velha” é o sintoma. A raiz é: ninguém quer assinar.

Liberar ou notificar um CAR é ato administrativo — tem peso jurídico e leva a assinatura de um servidor. Sem um lastro defensável, ele recua para a análise manual. A defasagem da base não é a doença; é o que tira o lastro. O que prova isso são os números do próprio CAR.

~66 mil/dia

a capacidade da Análise Dinamizada do SICAR. Detectar não é o gargalo.

2,3% → 5,9%

conclusão nacional do CAR em um ano inteiro (2024→2025, SFB). A vazão sobe; a conclusão, não.

~94%

dos 8,1 milhões de cadastros seguem sem conclusão (SFB, jun/2026). A fila não trava por falta de imagem.

Se a máquina já vê 66 mil por dia mas o país conclui 5,9%, o limitante não é mais detecção — é uma decisão que alguém aceite assinar. Por isso o Gabarito deixa de ser “dado mais novo” e passa a ser um roteador de atenção + trilha de auditoria que protege quem assina.

O produto, de verdade

Antes de explicar, deixa eu te mostrar.

Duas telas, uma regra. Na fila, o score é invisível — só ordena por risco, pra Luana gastar o olho no que importa. No caso, ela abre a evidência datada e a trilha que tornam a liberação assinável. É a hierarquia de informação que resolve o paradoxo: número escondido, prova à mão.

Gabarito · Painel do analista OEMA · análise do CAR

Fila · ordenada por risco

12.480

cadastros · sem score à vista

Revisar primeiro

Penedo · gleba 7

mudança + base 2023

Igreja Nova · t4

borda · nuvem

Liberável c/ trilha

Marechal Deodoro

sem mudança
supressão · alerta DETER mar/26
Penedo · gleba 7 — caso aberto
Vegetação nativa Área consolidada Hidrografia Mudança recente

Trilha de auditoria · imóvel CAR‑AL‑0421

confiança baixa

Imagem

Sentinel‑2 · 14/03/26

Alerta

DETER · março

Base t0

estadual · 2023

Score · v2.1

abaixo do limiar

Liberar com trilha
Sistema recusou — rever

Representação do produto — fluxo e telas a validar com analistas reais de um órgão estadual. A demo de 2 min mostra o caso difícil: o sistema recusando liberar e dizendo por quê.

Cada elemento é uma decisão de produto

1

Score invisível na fila

A fila só ordena e agrupa por risco (mudança × baixa confiança). Número cru na lista trava a analista; aqui ele decide a ordem, não aparece. Resolve a tensão entre “esconder o score” e “poder auditar”.

2

Trilha de auditoria = decisão assinável

Abriu o caso, aparece a evidência datada: recorte Sentinel‑2, alerta DETER, base t0 e versão do score. É o lastro que a Luana precisa pra assinar — e que reconstrói o ato depois.

3

A força é recusar, não liberar

No caso difícil — borda, nuvem, classe não calibrada — o sistema rebaixa pro humano e diz o motivo. Falso‑negativo visível é critério de morte: na dúvida, vai pra revisão.

4

Remapeia o talhão, não o estado

Só os talhões que mudaram entram, cruzando Sentinel‑2 gratuita com alertas oficiais (PRODES/DETER). Remapear o estado inteiro de uma vez é o que cria o snapshot que nasce velho.

5

Formato aberto, alimenta o SICAR

Exporta shapefile/KML em SIRGAS 2000 que o SICAR já ingere; roda em QGIS/PostGIS, sem GEE nem ArcGIS. Acopla ao fluxo — não recria a plataforma.

Sentinel‑2 gratuita · alertas PRODES/DETER · saída em formato aberto. A automação que já existe volta a ser usada — porque agora cada liberação carrega o lastro pra ser assinada.

O problema, em três níveis

A gente não vende um mapa. Vende o direito de assinar embaixo dele.

O obstáculo visível é o snapshot que nasce velho. Mas o que prende a Luana é o que aquilo provoca: sem lastro defensável, ela não assina a liberação automática — e a fila volta pro modo manual. Por isso falamos com os três níveis.

Externo · o obstáculo

A base é um snapshot pontual

A base de referência — o “gabarito” que confere cada declaração — é contratada por licitação não continuada: sai por estado, de uma vez, e em classes genéricas. Camada gratuita existe (MapBiomas + INPE), mas é anual, não sub‑anual, nem nas classes do Código Florestal.

Interno · o sentimento

Medo de assinar no escuro

Um “validado” errado tem peso jurídico e leva o nome dela. Sem lastro que sustente o ato, ela não confia na liberação automática e abre cada imóvel à mão — historicamente, ~3% da base em ~12 anos.

Filosófico · o sentido

Tempo é território

Um mapa de anos atrás não pode reger um território que mudou mês passado. E uma decisão sem dono do processo contínuo não vira política — morre órfã no fim do piloto.

Onde dói — e por que mais detecção não cura

~66 mil/dia

capacidade da Análise Dinamizada. Detecção já existe e sobra.

5,9%

conclusão nacional em 2025 (era 2,3%). A decisão é que não anda.

~94%

dos 8,1 mi de cadastros sem conclusão. A fila é estrutural.

27 UFs

cada uma com sua base e sua fila. O gargalo se repete 27 vezes.

O herói, de perto

Luana, a geógrafa cujo nome vai no parecer.

L

Luana

Analista ambiental · geógrafa · órgão estadual de meio ambiente (OEMA)

Cuida da fila de validação do cadastro inteiro. No fim, é o nome e a responsabilidade dela na liberação ou na notificação. O que ela quer não é um número novo — é uma fila que para de crescer e um parecer que ela aceita assinar.

+12 mil na fila dela · 4 sistemas abertos ao mesmo tempo · QGIS é a casa dela

Tem medo de

Assinar uma liberação que deixa passar um desmatamento — ou barrar quem está em dia. A responsabilidade jurídica é dela.

Não confia em

Um score sem prova atrás. E em solução presa a licença de GEE ou ArcGIS, que o estado não vai bancar por analista.

Confia em

Imagem datada que ela mesma confere, alerta oficial (PRODES/DETER) e o Código Florestal. Evidência rastreável, não opinião.

Trabalha com

Análise dinamizada quando há lastro; análise manual, lenta, quando não há. Troca de aba o dia inteiro.

“A máquina já vê tudo. O que falta é alguém que aceite assinar embaixo.”

A trilha de auditoria vem antes de qualquer automação

O roteiro da marca

StoryBrand SB7 — Donald Miller

A história inteira em sete partes.

Um herói com um problema encontra um guia, que dá um plano e o chama pra agir — rumo ao sucesso, longe do fracasso. Aqui o herói não é o produtor: é a analista do estado, e o que ela busca é poder assinar.

1

O Herói

quem queremos servir

Luana, a analista ambiental do estado. Ela quer uma fila que para de crescer e um parecer que aceita assinar — sem abrir cada imóvel à mão.

2

O Problema

em três camadas

Externo: a base é um snapshot pontual, sem frescor sub‑anual nem classes do CF.

Interno: sem lastro defensável, ela não assina no automático e recua pro manual.

Filosófico: um mapa velho não pode reger — e uma decisão sem dono não vira política.

3

O Guia

esse somos nós

O Gabarito. Entende o medo de assinar no escuro (empatia) e domina sensoriamento remoto e a regra do Código Florestal (autoridade). Nunca o herói — quem entrega o lastro na mão dela.

4

O Plano

simples, em 3 passos

Detecta o que mudou  →  remapeia só isso, com revisão humana  →  entrega base fresca + score que roteia a fila e trilha de auditoria que torna a liberação assinável.

5

A Chamada

o convite à ação

“Rode um piloto do Gabarito num bioma maduro — com um dono institucional nomeado.” Um município, uma base, um resultado medível, sem trocar o SICAR de lugar.

6

O Sucesso

o que ela ganha

Fila que para de crescer e parecer com trilha de auditoria. A maior parte volta a passar no automático com lastro — e a Luana assina com segurança, não no escuro. A conclusão sobe, não só a vazão.

7

O Fracasso

o que ela evita

Backlog eterno e ~94% dos CARs sem conclusão — com desmatamento passando despercebido, produtor regular esperando anos, e cada protótipo morrendo órfão por não ter dono do processo.

Por que vamos ganhar

Posicionamento — April Dunford

Frescor e confiança já são commodity. A fusão por talhão, não.

Posicionamento começa pelas alternativas. Frescor de imagem e confiança‑por‑parcela isolados qualquer um pega de graça hoje. O que ninguém produtiza é a fusão regulatória por talhão protegida por trilha de auditoria — e é nela que o estado consegue assinar.

Alternativas  →  o que só nós temos  →  o valor

1 · Alternativas

O que o estado faz hoje, sem a gente:

  • Triagem por imóvel na Análise Dinamizada (passa/não passa)
  • MapBiomas anual, em classes genéricas, de insumo
  • Aceita a base defasada e assume o risco — ou cai no manual
  • Monta um pipeline preso a GEE/ArcGIS
2 · Só nós temos
  • Confiança por talhão que roteia (não por imóvel)
  • Trilha de auditoria que torna a decisão assinável
  • Delta sub‑anual + classes do Código Florestal (roadmap)
  • Aberto, em QGIS/PostGIS — revisão humana embutida
3 · O valor

A decisão fica defensável, rastreável e barata — e a análise dinamizada volta a destravar a fila em escala, com a analista assinando com lastro em vez de no escuro.

4 · Quem mais se importa

OEMAs de bioma maduro e alta pressão — Amazônia e Cerrado — onde o DETER é confiável e a defasagem mais empurra a análise pro manual. Não servimos todo estado igual; servimos quem mais sofre com a fila.

5 · A categoria que escolhemos

Não somos “mais um classificador de satélite” brigando por ponto de acurácia. Somos o roteador auditável da análise do CAR — uma categoria onde lastro e confiança‑por‑talhão, não o algoritmo, decidem.

O espaço está vazio

Cruzando as alternativas, ninguém ocupa o nosso quadrante: confiança por talhão como decisão + trilha de auditoria + delta sub‑anual + formato aberto e agnóstico de plataforma.

Análise Dinamizada

Triagem por imóvel (passa/não passa). Não diz onde confiar nem deixa rastro assinável. Nós roteamos por talhão, com trilha.

MapBiomas (Col.10 / Alerta)

Dado riquíssimo, mas anual, em classes genéricas; confiança do alerta, não da base. Serve de insumo, não substitui.

Confiança/frescor isolados

USGS/NASA e datasets globais já dão commodity. O fosso não é o número — é a fusão regulatória por talhão.

Tudo em uma frase

O Gabarito roteia a fila do CAR por risco e anexa a cada caso a evidência datada que torna a liberação assinável — detectando o que mudou e remapeando só isso, em formato aberto — pra que a analista volte a confiar na automação e nenhum cadastro espere anos por uma decisão.

É o nosso teste de foco: toda tela, todo talhão, toda trilha tem que caber dentro dessa frase. Se não couber, está fora.

O plano

Três passos. É o painel que você já viu, nomeado.

Exatamente o fluxo do cockpit lá em cima — só que escrito em três passos que cabem num pitch de 3 minutos.

1

Detecta a mudança

Cruza um t0 aberto (base estadual ou MapBiomas Col.10) com Sentinel‑2 gratuita e alertas oficiais (PRODES/DETER), e aponta onde a base envelheceu de verdade. Nenhum estado remapeia o que não mudou.

2

Remapeia só o que mudou

A classificação roda nos talhões sinalizados; o técnico revisa e corrige ali mesmo. A ida‑e‑volta de meses entre estado e empresa vira um fluxo só.

3

Entrega base + trilha

Sai uma base fresca em formato aberto, com score por talhão que roteia a fila e evidência datada que torna a liberação assinável. Dinamizada onde a confiança é alta; humano onde é baixa.

O que NÃO fazemos

Não substituímos o SICAR nem a análise dinamizada — e não tiramos a decisão legal do analista. Acoplamos por baixo: entregamos o lastro pras ferramentas que já existem. Mais barato, mais defensável, alinhado ao CAR como bem público digital.

O valor que ninguém dá

A trilha de auditoria por talhão. É a peça que devolve a assinatura pra Luana: ela sabe com que prova libera em lote e onde precisa olhar — em vez de jogar tudo no manual por precaução.

A honestidade que sustenta tudo

Um score só vale se não medir a própria ignorância.

O council apontou o dealbreaker: calibrar a confiança contra a base velha é se auto‑enganar — o número fica bonito e mente. A confiança do Gabarito é checada contra verdade independente do t0, antes de qualquer adoção.

✕ Nunca calibramos contra

A própria base t0 defasada. Comparar o score com o mapa que ele deveria corrigir mede concordância com o erro — não acerto.

✓ Calibramos contra

PRODES consolidado + DETER trimestral + amostra de campo fotointerpretada nos casos difíceis. Verdade externa, limiares pré‑registrados.

Recall do delta

≥ 0,90 vs DETER no bioma calibrado — pega o que mudou.

Kappa

≥ 0,70 nas classes operacionais — a métrica que os estados já usam.

Falso‑negativo visível

= 0. Critério de morte: desmate flagrante liberado por engano é inaceitável.

Talhão pequeno

recall < 6,25 ha reportado — abaixo do MMU do PRODES, onde os outros cegam.

!

Score honesto hoje: 73/100. O council não re‑pontuou — reposicionou e endureceu o teste. O caminho pra ~86–89 por bioma passa por rodar esse backtest (H1), não por prometer 90. “Pedir 90 não cria 90; rodar H1 cria.”

Por que é produto, não feature

Um artefato. Três leitores. A mesma trilha.

O delta + score por talhão não serve só a Luana. A mesma saída, lida de três ângulos, resolve a dor de três atores — e é isso que faz dele produto, não um botão a mais no SICAR.

L

Analista (Luana)

Lê a fila roteada e abre só o duvidoso. Assina com lastro — fila que para de crescer, sem subir o erro.

Análise dinamizada / SICAR

Recebe o roteamento por talhão e libera o automático com trilha. A conclusão sobe sem relaxar conformidade.

Produtor / RT

Vê o recorte datado legível e corrige a geometria antes da notificação — ou contesta o que é da base velha. Crédito não trava à toa.

Dá pra construir — e dá pra defender na banca

Aberto, agnóstico de plataforma, montado com peças que já existem.

Open source e sem depender de GEE ou ArcGIS — boa prática do CAR como bem público digital. O Gabarito nasce dentro dessa regra, não contornando.

Imagem

Sentinel‑2 (B4/B8) via openEO/CDSE, com máscara de nuvem; alta resolução só onde o estado refinar.

Onde muda

Alertas PRODES/DETER via TerraBrasilis + change detection em libs abertas (eo‑learn/GDAL). Sem GEE.

Onde roda

QGIS/PostGIS. Export em shapefile/KML em SIRGAS 2000 — o formato que o SICAR ingere.

Confiança

Heurística versionada e legível (sem caixa‑preta), calibrada por kappa contra verdade externa.

Open source — boa prática do CAR DPG Agnóstico — sem GEE, sem ArcGIS Remapeia só o delta — fração do custo do remapeamento total Alimenta a análise dinamizada — não recria o SICAR

A cara do Gabarito

Cartográfica e de campo — não de slide corporativo.

O nome

Gabarito
O roteador auditável da análise do CAR.

No órgão estadual, “gabarito” é como o analista chama a base de referência — o mapa‑resposta usado pra conferir cada declaração. O nome carrega a promessa: o gabarito que estava sempre velho agora vem com a prova pra confiar nele. E, no português do dia a dia, ser “gabarito” é ser de primeira.

Outras opções na mesa: Talhão Baliza Várzea

Paleta · terra + carta

Mata

#25382A

Nativa

#5F8A55

Consolidada

#C9A86A

Hidro

#5E8CA8

Trigo

#D6A23E

Mudança

#C0573B

As cores são a própria legenda do mapa: verde da vegetação nativa, ocre da área consolidada, azul da hidrografia. O trigo marca o que é confiável; a terracota, o que mudou. Nada de azul corporativo frio.

Tipografia

Spectral

Títulos · serifa calorosa, com alma e confiança.

Hanken Grotesk

Texto e dados · limpa, redonda e legível em painel.

Tom de voz · como o Gabarito fala

Preciso, calmo e sem floreio. Trata a analista como a profissional que ela é. O alvo: dar lastro pra decisão sem fingir uma certeza que não existe. Pra quem assina com o próprio nome, promessa de mais do que a evidência sustenta vira desconfiança.

✓ Este é o registro

“Sem mudança e alta confiança — pode liberar este lote, a trilha vai junto.”

“Mudança detectada aqui em março; a base é de 2023. Olha antes de assinar.”

“Atualizei 1.240 talhões. O resto não mudou — não precisou.”

✕ Isto soa a vendedor de tech

“Nossa IA de ponta valida o CAR automaticamente com 100% de acurácia.”

“Substitua o trabalho do analista por completo.”

Promessa de certeza total é o que faz o analista fechar a aba.

!

Status: hipótese a testar, não decisão de sala. O fluxo, o score e a trilha se provam com 3–5 analistas reais de um órgão estadual — medindo se a trilha de fato move a assinatura. Quem decide é o campo, não o time urbano.

Por que agora — e por que isto é maior que uma fila

A base do CAR deixou de ser detalhe técnico. Virou peça de uma agenda com prazo, política e dinheiro.

A dor da Luana é real — mas ela não está sozinha. Três marés externas, todas verificáveis, transformam uma base de referência viva e auditável de “melhoria operacional” em infraestrutura estratégica do Brasil. É o que faz a banca entender que isto não é protótipo de fim de semana: é política pública esperando o método certo.

Prazo · o relógio externo

30 / dez / 2026

A regulação europeia antidesmatamento (EUDR) passa a valer para grandes e médios operadores. Exige geolocalização por lote e prova de produção livre de desmatamento (pós‑31/12/2020) em 7 commodities — soja, boi, café, cacau, madeira, borracha e palma.

~1/3 das exportações do agro para a UE (US$ 46,3 bi) ficam expostas; custo estimado em US$ 17,5 bi/ano. O CAR é a base georreferenciada natural pra isso — mas só se estiver fresca e auditável por talhão.

Política · a meta que precisa de prova

Desmatamento zero

Meta nacional até 2030 e vitrine da COP30 (Belém, 2025); o desmate na Amazônia caiu mais de 50% vs 2022. Uma meta climática se mede no território.

E quem mede o território, cadastro a cadastro, é a análise do CAR em escala. Cada estado precisa provar conformidade com dado defensável — e o Gabarito é o lastro dessa prova, não mais um relatório.

Dinheiro · o OPEX já tem fonte

R$ 2 bi em 2025

O Fundo Amazônia (BNDES/MMA) aprovou mais de R$ 2 bi só em 2025 — R$ 3,7 bi em 2023–25 — com projetos estaduais de regularização ambiental e fundiária (ex.: Pará, R$ 81,2 mi em 27 municípios).

O “dono do processo contínuo” que a base viva exige não é hipótese de financiamento — é caixa existente e politicamente alinhado. Some Norad e editais climáticos.

Traduzindo pra banca: o Gabarito não disputa um ponto de acurácia. Ele se encaixa numa agenda com prazo legal (EUDR), meta política (desmatamento zero) e fonte de custeio (Fundo Amazônia) já na mesa. É esse encaixe que transforma um protótipo em política pública — e é nele que mora a vantagem de quem chega primeiro com o método certo.

i

Marés externas, não promessas nossas: EUDR, COP30 e Fundo Amazônia são contexto verificável (fontes abaixo). O encaixe do Gabarito a essas frentes é via de adoção a perseguir — não financiamento já garantido nem exigência formal de que o CAR use a nossa base.

A chamada

Sem dono, a base viva morre no fim do piloto.

Por isso a submissão ao haCARthon é dupla: o artefato técnico que prova o método, e um modelo de governança que nomeia quem opera o processo contínuo. A via de adoção realista não é incorporação federal direta — é virar requisito de licitação estadual ou fechar uma OEMA early‑adopter.

Entrega 1 · Artefato técnico

Motor de delta + score por talhão + trilha de auditoria, num município de bioma maduro (Amazônia/Cerrado), classe‑alvo única: área consolidada × supressão nova de nativa.

A demo de 2 min mostra o caso difícil — o sistema recusando liberar e dizendo por quê. O backtest H1 roda como prova.

Entrega 2 · Modelo de governança

Nomeia o adotante‑alvo (OEMA early‑adopter / requisito de licitação estadual), o operador do OPEX — custeável via Fundo Amazônia/BNDES ou edital climático — e o ciclo de recalibração. Uma via de adoção datada e realista, ancorada em prazo (EUDR) e dinheiro que já existem.

Pro time: este documento é onde batemos o martelo. Leiam, discordem, melhorem — mas saímos com uma história só.

Gabarito · O roteador auditável da análise do CAR

Fontes & verificação

Todo número desta página tem origem rastreável.

Os dados foram checados contra fontes primárias (SFB, INPE, MapBiomas, Copernicus, BNDES/MMA, regulação EUDR) numa verificação adversarial de 10 agentes — registrada em reports/09, que prevalece em caso de conflito. Onde um número é meta e não dado observado, está marcado como tal.

~66 mil/dia · +1 mi · 9 UFs

Capacidade da Análise Dinamizada do SICAR e cadastros já analisados (jun/2026).

SFB / Min. Agricultura · Canal Rural
gov.br/florestal · canalrural.com.br

2,3% → 5,9% · 8,1 mi · ~94%

Balanço Sicar 2025: 8.154.567 cadastros, 480.700 concluídos (5,9%; era 2,3% até 2024) → ~94% sem conclusão.

SFB / balanço Sicar 2025
portaldbo.com.br

~3% em ~12 anos

Ritmo histórico da análise manual do CAR — o contraste que justifica a automação. ~8 h por cadastro no manual.

SFB (relato) · verificado em reports/09 #3
dialogoflorestal.org.br

PRODES/DETER · 6,25 ha

Alertas de mudança contínuos e gratuitos; 6,25 ha é a área mínima mapeável (MMU) do PRODES. Shapefile/WFS.

INPE · TerraBrasilis
terrabrasilis.dpi.inpe.br

MapBiomas Col.10 · Sentinel‑2

t0 aberto: Col.10 é anual e Landsat 30 m (o produto 10 m é via GEE — não usado). Sentinel‑2 10 m via Copernicus/CDSE.

MapBiomas · Copernicus
brasil.mapbiomas.org · dataspace.copernicus.eu

Edital nº 158/2026

Regras do haCARthon: remoto, R$75k (5×15k), open source esperado (não obrigatório). SICAR ingere shapefile/KML em SIRGAS 2000.

ENAP · repositório oficial
repositorio.enap.gov.br

EUDR · 30/dez/2026 · US$ 17,5 bi/ano

Regulação UE 2023/1115 (antidesmatamento), adiada em dez/2025: grandes e médios operadores a partir de 30/12/2026. ~1/3 das exportações BR→UE (US$ 46,3 bi) expostas; geolocalização por lote exigida.

Comissão Europeia · CPI · BIP/AgFeed
agfeed.com.br · agrolink.com.br

Fundo Amazônia · R$ 2 bi (2025)

BNDES/MMA aprovaram >R$ 2 bi em 2025 (R$ 3,7 bi em 2023–25), com projetos estaduais de regularização. Possível fonte de OPEX do processo contínuo. Desmate na Amazônia −50% vs 2022.

Agência BNDES · MMA / gov.br
agenciadenoticias.bndes.gov.br

i

São metas, não dados observados: kappa ≥ 0,70, recall do delta ≥ 0,90, falso‑negativo visível = 0 e score 73/100 são critérios de aceitação propostos a validar no piloto (backtest H1), não medições já realizadas. O cockpit e os nomes de imóvel são ilustrativos.